quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Já podemos falar de deflação na Zona Euro?

Infelizmente sim. É indesmentível. Não há um único país da zona euro próximo mas abaixo dos 2% (UK não está na Zona) e há nove países com inflação 0 ou já em deflação declarada, caso de Portugal. A fonte dos gráficos e dados é o Eurostat.

O BCE tem uma obrigação de, não estando em causa, e face a este cenário não pode estar, parar de fingir que o seu mandato é só a inflação e assumir que inclui o crescimento económico e o emprego.

É sua obrigação fazê-lo (coisa que muitos de nós andamos a dizer há anos (ver aqui e já não só em Portugal)



Até a Reserva Federal norte-americana há muito que percebeu o problema (ver, por exemplo, aqui). E não se diga que a perspectiva não é deflacionária.

Se considerarmos só os países do Euro, que é o que o BCE tem de fazer, temos duas tendências importantes:

1) A inflação vem a cair ano a ano (de 1,6% há um ano para 0,4% em Julho) mas também vem a cair este ano (de 0,7% em Abril para 0,4% em Julho) de forma consistente.



2) O cabaz de compras básicas está a afundar a olhos vistos (vegetais, fruta e comunicações). Não augura nada de bom. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Uma entrevista para pensar


Não só sobre o óbvio da segurança online tem ali uma reflexão sobre interesse público e o compasso moral necessário na vida:

“It's like the boiling frog,” Snowden tells me. “You get exposed to a little bit of evil, a little bit of rule-breaking, a little bit of dishonesty, a little bit of deceptiveness, a little bit of disservice to the public interest, and you can brush it off, you can come to justify it. But if you do that, it creates a slippery slope that just increases over time, and by the time you've been in 15 years, 20 years, 25 years, you've seen it all and it doesn't shock you. And so you see it as normal.

O resto aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Anotações ao Boletim Estatístico BdP

Uma hora de trabalho paga hoje menos do que em 2002















A dívida pública não para de crescer


As exportações e as importações estão a fazer exactamente o contrário do que gostaríamos de ver