quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dúvida sobre o cautelar


Se é ao mesmo tempo verdade que "que um eventual programa cautelar terá a duração de um ano" e que a almofada existe dá para "reembolsar as emissões de dívida de longo prazo que vencem em Junho e Outubro deste ano" e ainda chegaríamos ao "final do ano com cerca de 7 mil milhões de euros" para que serve o programa cautelar?

É que se tivermos problemas de acesso aos mercados será sempre e só ... depois de ter terminado o programa cautelar. Até lá, temos os pagamentos garantidos. Um seguro que só se aplica no período em que não precisamos de seguro é sempre demasiado caro.


Nota: Essa almofada financeira em 2013 custou ao Estado 435 milhões de euros e este ano custará mais de 250 milhões. Pelo menos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Opinião Pública


Com o Alexandre Mota Pinto, num programa conduzido por Sandra Xavier, na ETV.


quarta-feira, 26 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Opinião Pública


Da semana passada: no DE e na ETV.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O melhor mesmo é ser ex


No excelente fórum das políticas públicas, no painel sobre Política Orçamental, 4 dos últimos 5 Ministros das Finanças (falta apenas algo efémere Campos e Cunha).

É útil para falar do passado, admita-se. Podemos perguntar a Manuela Ferreira Leite pelo negócio com o Citibank e se o voltava a fazer sabendo o que sabe hoje, ou pela venda da rede à PT entretanto privatizada, a Bagão Félix pelo défice brutal do Governo Santana Lopes, a Teixeira dos Santos sobre o que se passou mesmo com algumas PPP e a Gaspar sobre se mantém as críticas à política que ele próprio executou e que o Governo ainda mantém hoje. Assim só para começo de conversa. Mas tudo isto é passado ou quase passado.

Para falar do futuro? O que podem dar ao País estas pessoas que não pudessem ter dado em tempo útil? Assim, a modos que, quando estiveram em funções?

Mais do que uma elite pequena (que o é) é um problema de vistas curtas. Há outros nomes que não estão ligados essencialmente ao passado. Assim de repente, Trigo Pereira, Eduardo Paz Ferreira, José Reis, entre tantos outros. Mas pronto, vamos lá ouvir os ex.

domingo, 9 de março de 2014

Quando se discute o tamanho do Estado ...


The countries that rode out the crisis best had relatively large welfare states by European standards, while those that did worst had somewhat smaller than average social expenditures.

Leituras avulsas


1) O azar e o gosto
É no cinema e nos romances que encontro com frequência indivíduos que agem por motivos complexos, contraditórios, minuciosos, subtis; ao passo que no quotidiano mal me lembro de observar um comportamento que não seja previsível, banal, evidente. Talvez tenha azar com as pessoas. Ou bom gosto estético.
Pedro Mexia
 2)  Sobre A Potência do Pensamento, de Giorgio Agamben, hoje no Público





















 3) Are You Smarter than a 5-Year-Old? Preschoolers Can Do Algebra

Millions of high school and college algebra students are united in a shared agony over solving for x and y, and for those to whom the answers don’t come easily, it gets worse: Most preschoolers and kindergarteners can do some algebra before even entering a math class.

4) Precious Memories

But for the past seven years, maybe more, dementia has drawn the curtains closed on Dean Smith's mind. Now he is 83 and almost no light gets out. He has gone from forgetting names to not recognizing faces to often looking at his friends and loved ones with empty stares.

5) Please Touch the Art 

Still, there is a transgressive element to feeling art rather than simply admiring it. Everybody says “don’t touch” in museums. The visually impaired are perhaps the lone exception to that rule.

6) The Decline of Rural America, Captured in Replicas of Decaying Homes

7) The Wrath of Putin

Mikhail Khodorkovsky was the richest man in Russia when he dared confront then president Vladimir Putin, criticizing state corruption at a meeting with Putin in February 2003 (...) The clash of two titans, each of whom has badly underestimated the other.  

8) “The world is a dynamic mess of jiggling things, if you look at it right.”  

9) The Sound of Difference

Why we find some languages more beautiful than others.

10) Why Carl Sagan is Truly Irreplaceable 

No one will ever match his talent as the “gatekeeper of scientific credibility” 

terça-feira, 4 de março de 2014

Opinião Pública


No "Comissão Executiva" com Sofia Santos, economista e Miguel Varela, professor do
ISG, num programa conduzido por Eduarda Carvalho.

segunda-feira, 3 de março de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Opinião pública (dobradinha)


Algum dia aconteceria coincidir:

As alternativas existem, estão aí escritas, em livros, em artigos, discutidas em conferências e debates. Só não as conhece quem não quer. E a Democracia só funciona assim, com alternativas. Nada se ganha, em Democracia, por fazer crer que as eleições não servem para nada. A não ser que não se goste particularmente da Democracia.

Por exemplo, neste livro. 

  •  Na Comissão Executiva da ETV com Samuel Fernandes de Almeida e André Abrantes Amaral, num programa conduzido por Eduarda Carvalho.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Washington Beltway


Traduz-se bem para português pela pena do Eça de Queiroz e a voz do grande João da Ega:

“Lisboa é Portugal! Fora de Lisboa não há nada!. O País está todo entre a Arcada e São Bento.”

O resto aplica-se, tal e qual, sem necessidade de tradução ... Krugman, sempre ele:


Dan Drezner has an interesting article in Politico that’s framed as a rebuttal to Nick Kristof’s condemnation of irrelevant academics, but is actually much broader. Drezner argues that there are three tribes — money men, political insiders, and academics — each of which has its own strengths and weaknesses, and each of which would be well advised to listen to the others (but doesn’t).
One passage expresses extremely well what anti-austerians were and to some extent still are fighting against:
One of the Beltway tribe’s greatest strengths is also one of its greatest weaknesses: groupthink. As I noted before, a Beltway consensus actually counts for something in the world of international policymaking. That does not mean that this consensus emerges from any solid analysis, however. For example, a hidden cause of the enthusiasm for austerity in Washington that crested in 2010 was the consensus among foreign policy pundits that U.S. debt was spiraling out of control, rendering Washington vulnerable to foreign holders of U.S. Treasuries. This groupthink formed at the same time that the budget deficit as a percentage of output was shrinking at the fastest rate in American history. By the time the consensus had emerged, however, the change in the facts didn’t matter. Since the principal activity of Beltway folk is to talk to each other, the result is a feedback loop of confirmation bias that eventually leads to epistemic closure.
Yes indeed. When you tried to talk about the deficit, and why it didn’t deserve the crisis rhetoric, you ran up not so much against people who disagreed but people who thought that “nobody” shared your relaxed attitude; it was “Paul Krugman against the world.” I mean, surely nobody else was that crazy. Except that the anti-austerians were intellectual moderates, basically applying Econ 101, while the austerians were making up new economic doctrines on the fly to justify their groupthink.
Drezner also mentions that his own most influential publication was one making the obvious point that China’s ownership of a bunch of US bonds doesn’t give it leverage over America; a point people like Dean Baker and yours truly have also made. When you try to make this point to Beltway types, however, you encounter not so much disagreement as incredulity — “everyone” knows that China has immense power over us, “nobody” disagrees. Indeed, if you go to the link you’ll see that Dean was reacting to a news article that stated the Chinese power thing not as a dubious hypothesis but as simple fact.
The thing about this epistemic closure is that it’s highly resistant not just to analysis but to experience. Rarely in the course of human events has “everyone” been so wrong, and “nobody” so right, as in the case of the alleged deficit threat. Yet you will have a hard time finding anyone among the fearmongers acknowledging his wrongness, let alone engaging in some self-examination about why he was wrong. After all, he was only saying what everyone knew was true.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mens sana


O original é sobre homens e mulheres, numa perspectiva que não é agora a mais importante e que é, pelo menos, limitativa.

Importante é isto (truncado, mas espero que não estraçalhado), que fala do nosso tempo e da nossa urbe. E que vai muito para lá das relações românticas que dão mote ao texto original.

Vai ao que somos. Vê-se nos jovens e menos jovens. E é pior, muito muito pior que a troika, a dívida, ou mesmo "a percepção dos mercados":


"Nos dias que correm, já ninguém sabe o que quer. (...)

Já não há comportamentos errados. Perdeu-se a vergonha. Tudo é permitido, nada é censurado. Já não se seguem exemplos. Já não há a preocupação de ser melhor a cada dia. O mercado de valores e princípios anda pelas ruas da amargura  (...) 

No frenesim do dia-a-dia, o tempo livre é cada vez mais escasso e é passado entre o facebook e o chat do facebook, whatsapp, instagram, e-mail, internet. Na maioria dessas horas semanais que são gastas de “um lado para o outro”, nada se aprende, nada, rigorosamente nada. Mas é psicologicamente confortável e é também a garantia de que a consciência não vai aparecer para fazer julgamentos ou para impor um bocadinho de silêncio para a auto-análise."

Em tempo, e sobre coisas da Economia outra vez (ou então não):


And this cognitive difficulty is reinforced by herd behavior: you don’t want to be the guy shouting that the sky is falling when everyone else who matters is treating it as a minor correction at most.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Isto em imagens é assim ...






Título do ano ...


Furtado daqui.

Temos de apreciar a nossa imprensa quando ela se esmera. A notícia só surpreende quem não acompanha estas matérias mas vale pelo título. As metáforas devem ser usadas com moderação, entre muitas boas razões, porque se podem virar contra quem as usa. É o caso ...