quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Opinião Pública


Hoje, no Conselho Consultivo da ETV.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Os mercados



Dívida portuguesa no último mês, algumas perguntas (linha vertical marca dia da decisão do Tribunal Constitucional sobre "convergência" de pensões):















 Fonte: Bloomberg


1) O que falta para nunca mais ninguém poder dizer em público que são as decisões do Tribunal Constitucional que impedem os juros de baixar ou os fazem subir e que para voltarmos aos mercados era só preciso deitar a Constituição fora, sem ser confrontado com estes dados?

2) Se a Irlanda foi hoje ao mercado com taxas no mercado secundário como não tinha há 8 (oito) anos, se os juros de Itália, Espanha e até Grécia (e não só) também descem, quando paramos de procurar explicações exclusivamente relacionadas com Portugal? É que não é verdade. Ponto

3) Não há um jornalista que pergunte ao BCE se interviu no mercado secundário esta semana? E se sim, se essa é uma intervenção pontual ou se estamos finalmente a responder a uma inflação perigosamente baixa?

4) Ou que se questione se a subida da procura por estas dívidas com maior risco não é normal nesta altura do ano, em que fechadas as contas dos investidores (e dos bancos, e das seguradoras) a 31.12.2013 já podem os mesmos voltar a produtos de maior risco sem que isso se reflicta nos seus resultados?

Spinwatch


Na versão preventiva, e para vigorar pelo menos durante o primeiro trimestre do ano (infelizmente, depois disso, nem com spin lá irá) sobre o andamento da Economia, só isto:

"The Three Stooges effect: if you’ve been banging your head against a wall for no good reason, you’ll feel a lot better when you stop."





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Da falácia lógica



102


"Por cá esta queda dos juros abaixo da barreira dos 6% surge no dia seguinte ao discurso de Cavaco Silva"

A própria notícia desmente qualquer relação entre os dois factos quando esclarece que: "A quebra registada hoje nos juros da dívida está a ser acompanhada pelos outros países considerados periféricos: Itália, Espanha e Irlanda registam um alívio nas ‘yields'.".

Ora a não ser que se queira acreditar que as palavras de Cavaco Silva influenciam os juros em, por exemplo, Itália, para que serve aquela relação ali estabelecida? Para desinformar. O contrário do que um jornalista deve fazer ... 

Opinião Pública


No Diário Económico de hoje:

Temos muito para fazer e 2014 é um ano cheio de desafios. O maior dos quais é mudar o que está errado. E o que está errado é muito. Em textos destes, há que optar e ser sintético. Duas ideias de força para 2014:

1)A economia serve as pessoas e não o contrário. Logo, a primeira prioridade deveria ser proteger os tímidos sinais de recuperação económica e parar de sufocar a economia com austeridade. Só o crescimento económico trará menos desemprego, menos pobreza, menos desamparo e menos angústia;

2) As finanças públicas só equilibram se a economia crescer. Políticas que destroem a economia não dão sustentabilidade às finanças públicas. Os mercados sabem bem isto, é por isso que os nossos juros são bem maiores do que os da Irlanda, que soube proteger a economia. E é pela mesma razão que, para perplexidade do Governo, quando o Tribunal Constitucional chumba medidas de austeridade, os juros não sobem.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Opinião Pública


Hoje, na edição das 12 da ETV, em balanço de 2013 e lançamento de 2014. Tudo em menos 10 minutos ...

domingo, 29 de dezembro de 2013

Revista de Imprensa


1) Surpresa das surpresas:

Academics Who Defend Wall St. Reap Reward

2) Um dos muitos problemas decorrente de níveis elevados de desemprego:

So employment is a power relationship, and high unemployment has greatly weakened workers’ already weak position in that relationship. 

Humor jurídico


Para juristas, claro. Os outros não nos compreendem:

“If you have the law, hammer the law. If you have the facts, hammer the facts. If you have neither the law nor the facts, hammer the table”

sábado, 28 de dezembro de 2013

Radicalismos


"Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas."

(Alexandre Herculano)

Ou dito de outra forma:

"Also, some people find clarity threatening. They like muddle, confusion, obscurity. So when somebody does no more than speak clearly it sounds threatening."

(Richard Dawkins)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fact checking


Às vezes lá se faz.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Os mercados e as decisões do Tribunal Constitucional



Dia 19 o Tribunal chumbou medidas que, disseram-nos, eram essenciais para ganhar a confiança dos mercados. Portanto, como é evidente, o prémio de risco das obrigações portuguesas só podia subir.

Isto era se houvesse alguma relação. Já se provou antes, prova-se mais uma vez, não há. O juro até desceu um pouco na sexta (Bloomberg). E ninguém pergunta sobre isto?



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Coisas que nos devem preocupar



Dados do INE (fonte). Dados originais por NUTS, agregados para todo o País e por anos, desde 2004. Já vinhamos em perda ligeira, mas as exportações de bens de alta recnologia colapsaram desde 2008 de mais de 6% para cerca de metade.

Não diz nada de bom para um País cujo modelo económico, se é que se pode chamar isso a declarações vagas e bem intencionadas, é exportar cada vez mais.

Face a este gráfico, fica a pergunta. mais o quê? Batatas (bom, se calhar ...). Mas é isso mesmo que acreditamos ser uma saída para o País?  



Matemática para jornalistas


O Orçamento de Estado para 2014 foi votado na suposta versão final a 26 de Novembro (parlamento).

Hoje, vinte e um dias depois (vinte e um!) terá chegado a Belém para promulgação, pedido de fiscalização preventiva ou veto.

Título escolhido por alguma imprensa: Orçamento de Estado já chegou a Belém. Já???

Melhor andou o Diário Económico:  Orçamento do Estado só seguiu hoje para Belém. 

Vinte e um dias perdidos a fechar uma redacção que supostamente devia ter ficado fechada no dia 26 de Novembro, que foi quando se votou o texto.

Numa situação em que o Presidente só tem 20 dias para analisar o diploma. E que, salvo urgência, um eventual pedido de fiscalização preventiva (que tem de acontecer nos primeiros oito dias daqueles 20, depois disso ou há promulgação ou veto político) tem 25 dias para ser decidido pelo Tribunal Constitucional.

E depois o problema seria algum destes órgãos usar os seus prazos? Vinte e um dias para ir de S. Bento a Belém ... nem a pé.

E é nisto que andamos ...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Histórias com pessoas dentro


Invisible Child Girl in the Shadows: Dasani’s Homeless Life

No Meco, só a rebentação das ondas quebra o silêncio da espera



Disclaimer


A partir de hoje assino por inteiro as Opinões Públicas, com duas filiações que muito prezo, a juntar à de jurista, que sou desde que percebi que o Direito ia muito para lá das leis: a mais antiga, de docente da Faculdade de Direito de Lisboa e a mais recente, de integrante do Centro de Investigação em Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal (que sucede ao IDEFF).

Obviamente, nada disso preclude que, como desde sempre, os disparates que cada um escreve só a cada um responsabilizam e nenhuma das duas instituições, felizmente, se pode considerar vinculada pelo ora escriba.

E como estas coisas não cabem na Imprensa, ficam aqui ...

Opinião Pública


No Diário Económico de hoje, sobre a "reforma" do IRC:

É má política, e é má política financeira. A reforma do IRC, convém lembrá-lo num País com pouca memória tem um impacto principal (segundo dados do BPI Equity Research): mais 2,8 mil milhões de euros na avaliação das cotadas portuguesas. Quem paga isto? Todos nós em mais IRS e IVA e em cortes na despesa social. Aliás, como já andamos a pagar.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Key insights


Diz-se de ideias simples que ajudam a descodificar matérias muito complexas. Ver com clareza para lá do ruído, nomeadamente o mediático e o político.

Exemplo do dia: "There’s no mystery here; it’s just top-down class warfare as usual."

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Fact checking



Ainda houve uns jornais que fizeram ensaios disto. Dará muito trabalho, é certo, e se calhar não "vende".

Mas ele há casos em que o trabalho de casa até já está feito. Exemplo:

A declaração:

Passos acredita numa “descida significativa” dos juros da dívida se TC der luz verde às medidas do Governo

Os factos: 

2013.11.24 Tribunal Constitucional e os juros da d

Opinião Pública


Na agenda, hoje, às 13:00, no Comissão Executiva da ETV com André Abrantes Amaral.