terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Opinião Pública
Hoje, na edição das 12 da ETV, em balanço de 2013 e lançamento de 2014. Tudo em menos 10 minutos ...
domingo, 29 de dezembro de 2013
Revista de Imprensa
1) Surpresa das surpresas:
Academics Who Defend Wall St. Reap Reward
2) Um dos muitos problemas decorrente de níveis elevados de desemprego:
So employment is a power relationship, and high unemployment has greatly weakened workers’ already weak position in that relationship.
Humor jurídico
Para juristas, claro. Os outros não nos compreendem:
“If you have the law, hammer the law. If you have the facts, hammer the facts. If you have neither the law nor the facts, hammer the table”
sábado, 28 de dezembro de 2013
Radicalismos
"Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas."
(Alexandre Herculano)
Ou dito de outra forma:
"Also, some people find clarity threatening. They like muddle, confusion, obscurity. So when somebody does no more than speak clearly it sounds threatening."
(Richard Dawkins)
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
Os mercados e as decisões do Tribunal Constitucional
Dia 19 o Tribunal chumbou medidas que, disseram-nos, eram essenciais para ganhar a confiança dos mercados. Portanto, como é evidente, o prémio de risco das obrigações portuguesas só podia subir.
Isto era se houvesse alguma relação. Já se provou antes, prova-se mais uma vez, não há. O juro até desceu um pouco na sexta (Bloomberg). E ninguém pergunta sobre isto?
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Coisas que nos devem preocupar
Dados do INE (fonte). Dados originais por NUTS, agregados para todo o País e por anos, desde 2004. Já vinhamos em perda ligeira, mas as exportações de bens de alta recnologia colapsaram desde 2008 de mais de 6% para cerca de metade.
Não diz nada de bom para um País cujo modelo económico, se é que se pode chamar isso a declarações vagas e bem intencionadas, é exportar cada vez mais.
Face a este gráfico, fica a pergunta. mais o quê? Batatas (bom, se calhar ...). Mas é isso mesmo que acreditamos ser uma saída para o País?
Matemática para jornalistas
O Orçamento de Estado para 2014 foi votado na suposta versão final a 26 de Novembro (parlamento).
Hoje, vinte e um dias depois (vinte e um!) terá chegado a Belém para promulgação, pedido de fiscalização preventiva ou veto.
Título escolhido por alguma imprensa: Orçamento de Estado já chegou a Belém. Já???
Melhor andou o Diário Económico: Orçamento do Estado só seguiu hoje para Belém.
Vinte e um dias perdidos a fechar uma redacção que supostamente devia ter ficado fechada no dia 26 de Novembro, que foi quando se votou o texto.
Numa situação em que o Presidente só tem 20 dias para analisar o diploma. E que, salvo urgência, um eventual pedido de fiscalização preventiva (que tem de acontecer nos primeiros oito dias daqueles 20, depois disso ou há promulgação ou veto político) tem 25 dias para ser decidido pelo Tribunal Constitucional.
E depois o problema seria algum destes órgãos usar os seus prazos? Vinte e um dias para ir de S. Bento a Belém ... nem a pé.
E é nisto que andamos ...
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Disclaimer
A partir de hoje assino por inteiro as Opinões Públicas, com duas filiações que muito prezo, a juntar à de jurista, que sou desde que percebi que o Direito ia muito para lá das leis: a mais antiga, de docente da Faculdade de Direito de Lisboa e a mais recente, de integrante do Centro de Investigação em Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal (que sucede ao IDEFF).
Obviamente, nada disso preclude que, como desde sempre, os disparates que cada um escreve só a cada um responsabilizam e nenhuma das duas instituições, felizmente, se pode considerar vinculada pelo ora escriba.
E como estas coisas não cabem na Imprensa, ficam aqui ...
Opinião Pública
No Diário Económico de hoje, sobre a "reforma" do IRC:
É má política, e é má política financeira. A reforma do IRC, convém lembrá-lo num País com pouca memória tem um impacto principal (segundo dados do BPI Equity Research): mais 2,8 mil milhões de euros na avaliação das cotadas portuguesas. Quem paga isto? Todos nós em mais IRS e IVA e em cortes na despesa social. Aliás, como já andamos a pagar.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Key insights
Diz-se de ideias simples que ajudam a descodificar matérias muito complexas. Ver com clareza para lá do ruído, nomeadamente o mediático e o político.
Exemplo do dia: "There’s no mystery here; it’s just top-down class warfare as usual."
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Fact checking
Ainda houve uns jornais que fizeram ensaios disto. Dará muito trabalho, é certo, e se calhar não "vende".
Mas ele há casos em que o trabalho de casa até já está feito. Exemplo:
A declaração:
Passos acredita numa “descida significativa” dos juros da dívida se TC der luz verde às medidas do Governo
Os factos:
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Divergência
Entre 2010 e 2012, o nível de vida em Portugal registou uma redução significativa face à média da UE, diminuindo de 80,4% para 76%.
E o indicador de consumo individual (que mede a capacidade de fazermos face às nossas necessidades, e que inclui prestações sociais) cai ainda mais, de 84% e, 2010 para 77% em 2012.
Para quem quiser ver os números na publicação original, estão aqui.
A ser verdade é de uma gravidade extraordinária
Carlos Costa vetou escolha para economista-chefe do Banco de Portugal
"As razões do Governador prendem-se com esse passado, mas sobretudo com intervenções públicas recentes do economista, artigos e entrevistas em jornais, textos e palavras críticas em relação a diversas opções do Governo.
Um comportamento que é visto como uma violação do dever de reserva a que está obrigado um diretor-adjunto do Banco de Portugal."
É nestas alturas que temos de questionar se é para isto que serve a independência dos reguladores. Para dar cobertura a perseguições por delito de opinião?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
non sequitur
Os representantes da 'troika' reconhecem as afirmações de Christine Lagarde, que já admitiu o "erro" relativamente aos efeitos da austeridade, mas dizem que o programa de ajustamento é para manter.
Mas de caminho, pelo sim, pelo não, "os elementos da 'troika' deixaram implícita a ideia de que a responsabilidade é do Governo português".
Está errado mas é para manter. Notável ...
A recessão acabou (cont.)
E se acabou foi porquê? Foram as exportações? Isso seria um bom sinal, claro. Mas terão sido mesmo? Bom, se já está explicado, escusamos de inventar (tem gráficos e tudo):
Infelizmente, este aumento do peso das exportações no PIB em relação ao passado imediatamente pré-crise tem uma explicação muito simples, e que não é particularmente virtuosa: a queda do PIB.
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