terça-feira, 26 de março de 2013

Jornalismo precisa-se



Domínio .pt entregue a associação de direito privado

Três perguntas:

1) Por quanto dinheiro? Atribuir domínios dá receita, que até agora era pública.

2) Como se escolhe a associação?

3) Inclui a gestão da rede? É que poucas pessoas saberão mas acedemos todos á Internet lá fora por um ponto único: a FCCN.

Marco Capitão Ferreira

segunda-feira, 25 de março de 2013

O novo "método" europeu


Se a democracia atrapalha, como se percebeu, vai-se à volta.

Extraordinário.

Outra vez o "infeliz"


O uso da expressão "infeliz" começa a tornar-se endémico.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem destacou, em conferência de imprensa, que esta intensa e complexa negociação culminou com uma "melhor solução do que na semana passada", quando foi dada luz verde para um imposto sobre os depósitos bancários, algo que qualificou de "infeliz"
No plano da substância, contudo, os pontos essenciais do resgate a Chipre mostram que a solução é péssima. E, para variar, muito germano-cêntrica e pouco compatível com o respeito que a Europa devia ter para consigo mesma e a sua história.

A Alemanha é um parceiro indispensável no projecto europeu mas não pode ser deixada sózinha ao volante. O que tem falhado é uma França, um Reino Unido e uma Itália fortes.

Em todo o caso, e não estou sózinho nisto, deixem lá o "infeliz" em paz.

Marco Capitão Ferreira

domingo, 24 de março de 2013

Infeliz?



FMI diz que evolução do desemprego em Portugal é “infeliz” 

Infeliz é o que se diz de um acontecimento fortuito e que não era possível evitar. Não é o caso.

Marco Capitão Ferreira

sábado, 23 de março de 2013

Problema colectivo


Ao ler isto lembrei-me logo disto.

Este País tem um problema de memória selectiva. E, por isso, contradiz-se em público sem pudor nem remorso. Não é, naturalmente, monopólio de nenhum dos partidos.O que é ainda pior. É endémico.

É, também, sinal de falta de maturidade da nossa imprensa que seja possível que seja possível fazer estas coisas e ficar impune.  

Marco Capitão Ferreira

sexta-feira, 22 de março de 2013

Entretanto, na realidade (II)


Boletim de Execução Orçamental de Fevereiro ... não está bonito.

Este quadro explica porque é que a execução orçamental vai ser um desastre (do Público):


Marco Capitão Ferreira

Entretanto, na realidade ...


Há 24 meses consecutivos que o indicador coincidente da actividade, que enquadra a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), está em terreno negativo. A queda está a abrandar, mas dura já há dois anos e é a mais longa desde, pelo menos, 1978, quando o Banco de Portugal (BdP) começou a registar estes dados.

Marco Capitão Ferreira

O lugar à política


Como o Chipre tem mostrado e Portugal vai mostrar também, a solução das crises económicas é um assunto demasiado importante para ser deixado aos economistas (parafraseando).

Escrevi ontem que o Governo não tinha Plano B. Tive a sorte do contexto.

Desde aí, soube-se que a decisão do Tribunal Constitucional está iminente e é expectável que seja, pelo menos parcialmente, desfavorável ao Governo. Embora também se deva dizer que entre o relatório preliminar e o acórdão não é inédito que existam diferenças substanciais. Teremos de esperar para ver.

O PS entendeu juntar a essa dificuldade uma moção de censura. O PS apresentou duas moções de censura nos últimos 30 anos. Duas. Não é um facto menor.

E o País entrou em convulsão porque José Sócrates vai voltar a falar, depois de quase dois anos de um estrito silêncio. 

Vêm aí tempos interessantes. E complicados. As Finanças públicas que se cuidem.

Marco Capitão Ferreira

quinta-feira, 21 de março de 2013

A necessidade estimula a imaginação


Chipre cria fundo de investimento para assegurar resgate

Duas dúvidas:

1) sendo o fundo do Estado, como se contabiliza a receita? Nomeadamente, abate ao défice? E à divida?

2) Supondo que abate pelo menos à dívida, porque é que outros países (nós) não podem fazer o mesmo? 

O inexistente plano B


Passou algo despercebido na habitual confusão do ruído mediático.

A "folga" que o Governo tinha para acomodar uma eventual decisão desfavorável do Tribunal Constitucional esfumou-se por via do agravamento do cenário macro-económico. Aliás, já não chega para o tapar. Essa folga, convém recordar, consistia na aplicação já em 2013 de uma percentagem do corte de 4 MM€.

Logo, já não há plano B

Bem pode o Ministro das Finanças agora vir dizer que  "não faria sentido ter planos de contingência para estas eventualidades". A verdade é que havia, e reflectiu-se numa série de opções legislativas, nomeadamente em sede de decreto-lei sde execução orçamental.

Simplesmente, as coisas estão a correr tão mal que se teve de usar o Plano B só para começar a lidar com novo desvio nas contas públicas.

O que aquela declaração quer dizer, e aqui há que assumir a especulação, é que não há Plano B porque o Governo não tenciona gerir as consequências de um eventual chumbo. Ponto.

Marco Capitão Ferreira
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Um pequeno engulho


Julgo que lhe chamam democracia.

E agora, Europa? Vamos aceitar que a Rússia exerça o seu poder geo-estratégico dentro das fronteiras da Europa. Ou vamos ter outra decisão unânime a revogar a anterior decisão unânime? Parece que sim. E onde fica o discurso do "não há alternativa?"

Se isto pega por cá ... 

Marco Capitão Ferreira

Um Governo perdido do seu país ...


Quando trabalhadores e empregadores concordam em rever o salário mínimo, porque já perceberam que é preciso travar o empobrecimento de quem trabalha sob pena de matar também as empresas o que faz o Governo?

É contra. Contra. A ideologia cega mesmo ...

Marco Capitão Ferreira

Más ideias propagam-se depressinha ...


Temo o pior. 18 mil milhões de tentações para o Governo ...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Em Chipre?



A Europa “está a trilhar caminhos muito perigosos” em Chipre, avisa Cavaco.

Em Chipre. Temos um Presidente que vê claramente lá fora mas insiste em não ver cá para dentro. Os portugueses já perderam, especialmente os que trabalham, muito mais do que 10% do seu rendimento.

Marco Capitão Ferreira

Duas palavras ...

Risco sistémico. A Europa está entregue à insensatez.

Marco Capitão Ferreira

sábado, 16 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013