terça-feira, 19 de março de 2013

Um Governo perdido do seu país ...


Quando trabalhadores e empregadores concordam em rever o salário mínimo, porque já perceberam que é preciso travar o empobrecimento de quem trabalha sob pena de matar também as empresas o que faz o Governo?

É contra. Contra. A ideologia cega mesmo ...

Marco Capitão Ferreira

Más ideias propagam-se depressinha ...


Temo o pior. 18 mil milhões de tentações para o Governo ...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Em Chipre?



A Europa “está a trilhar caminhos muito perigosos” em Chipre, avisa Cavaco.

Em Chipre. Temos um Presidente que vê claramente lá fora mas insiste em não ver cá para dentro. Os portugueses já perderam, especialmente os que trabalham, muito mais do que 10% do seu rendimento.

Marco Capitão Ferreira

Duas palavras ...

Risco sistémico. A Europa está entregue à insensatez.

Marco Capitão Ferreira

sábado, 16 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Leituras do dia ...


When neoliberalism exploded   

Um homem como medida dos outros


E que medida ... a pergunta de um milhão de euros: Quem é o Sousa Franco de Seguro?

É bem verdade, as pessoas fazem a diferença, ou melhor, só as pessoas fazem a diferença.

Felizmente, como todos os grandes homens, Sousa Franco soube deixar uma escola, uma ética, um corpo não organizado mas coerente de pensadores da coisa pública.

Muitos deles (não é o meu caso) já ameaçam transcender o mestre. E como ele gostaria de o ver acontecer, estou certo. 



terça-feira, 12 de março de 2013

Depósito


O artigo do Económico de ontem:




Há quem esteja muito contente com as notícias vindas de Bruxelas de que existe disponibilidade para, “em princípio, considerar” (expressão tão europeia) um ajustamento das maturidades dos empréstimos europeus à Irlanda e a Portugal, para suavizar as amortizações de dívida nos próximos anos.

E nós com isso? O que é que isso diz aos portugueses?

Esse passo é consequência de sermos bons alunos? É o que nos dizem, de lá e de cá. Mas não. O primeiro país a beneficiar de uma extensão destas maturidades foi o pior dos alunos, a Grécia. Que beneficiou ainda de uma série de outras medidas que não estarão, "em princípio, a ser consideradas". E que, essas sim, providenciaram alívio. E não estou a contabilizar o não pagamento de parte da dívida, opção que Portugal não quer - sendo coisa diferente se não será um dia destes forçado a ir por aí, depois de acumular recessão em cima de recessão.

Na prática, esta decisão permitirá evitar picos de refinanciamento em 2015-2016 e 2020-2021. Mas não liberta um euro para aliviar a política de austeridade recessiva, que gera mais austeridade, que gera mais recessão. É uma decisão que agrada, isso sim, aos credores privados. Ao diluir os picos de pagamentos da dívida à ‘troika' estamos a garantir melhores condições para reembolsar os outros credores, os privados. E eles perceberam.

Os mercados percebem sempre. A divida a 5 e 10 anos nos mercados baixou o juro pedido. Não é que a medida seja má. Repito, devia era fazer parte de um pacote mais completo que estendesse a Portugal as condições da Grécia, mesmo que apenas na parte em que não prejudicam os credores, com poupanças de quase 15 mil milhões de euros. Isso poderia fazer a diferença. Esta medida? Esta medida destina-se a proteger os credores e não os devedores. Por isso entusiasma o Governo. E os mercados. Se é que se distinguem.

É uma medida contabilística e não substantiva, financeira e não económica, que pensa em números e não em pessoas. Dali não virá um euro para combater o desemprego, para parar a espiral recessiva, para melhorar a vida das pessoas. Em suma, pobre e mal-agradecido? Até pode ser. Mas não é disto que precisamos.
Ou, pelo menos, não é só disto que precisamos.

Marco Capitão Ferreira

segunda-feira, 11 de março de 2013

Uma década já foi. Quantas mais?


Os dados do INE sobre a evolução da Economia trazem muita informação interessante. E alguma preocupante.

Tecnicamente, este é o nono trimestre consecutivo de quebra do PIB, que em termos reais atingiu no último trimestre de 2012 o seu valor mais baixo desde 2000. A queda em 2012 foi a maior desde 1975 (em pleno processo reovulcionário e verão quente, notar bem).

Em português escorreito: 12 anos depois voltámos para onde estávamos em 2000.

Para a minha geração, isto significa que tudo o que ajudámos a produzir desde o dia em que nos licenciámos evaporou-se. Um pensamento nada animador.  

Um país distraido



Só pode.

Sai um documento do FMI, absolutamente fundamental para perceber o que raio se passa com o nosso País e porque é que está tudo errado e não existe nenhuma austeridade expansionista ou lá o que o Ministro das Finanças lhe chama e nada. Nem uma palavrinha.

Tirando, claro, o Krugman. Na imprensa portuguesa ... silêncio.



E nós com isso?



No Diário Económico de hoje.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Já não era sem tempo


Seguro ou, o mais provável, alguém por ele, faz uma proposta adequada ao problema de fundo.

A zona euro não é uma zona monetária óptima e são precisos mecanismos que permitam aos estabilizadores automáticos funcionar sem comprometer a estabilidade orçamental e com mecanismos de solidariedade intrinsecos (porque se não forem ... é o que temos visto).


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Margem de manobra


Como o Governo acaba de dizer que vai usar a sua margem de manobra para cobrir o já acentuado desvio orçamental (que era facilmente previsível) como vai reagir se o Tribunal Constitucional chumbar os cortes de subsídios?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Assusta um bocadinho


Assim muito por alto, só entre contribuições que deixaram de entrar e pagamentos por desemprego que saíram (menos valor e a cada vez menos desempregados, mas com taxas destas o valor absoluto sobe) isto custou 1,5 MM€.

Se tivermos em conta o dano indirecto ao nível médio da actividade económica (IVA, emprego indirecto gerado, poupança não feita e investimento não realizado) deve estar aqui mais pelo menos outro tanto.

Muito próximo dos supostos cortes que teremos de fazer de mais 4 MM€.

Ou seja, mesmo falando a linguagem de quem só fala de números, isto aproveita a quem?


gráfico daqui

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O que se segue?


Entre o pau e a cenoura ganhou o método da violência, mais uma, sobre o contribuinte português



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Começamos bem. Não faltou quem avisasse ...

UTAO já vê "dificuldade acrescida" no cumprimento da meta para a receita fiscal deste ano ...

Daqui: http://m.publico.pt/Detail/1583377

domingo, 27 de janeiro de 2013

Discussões boas de ter ...

http://nyti.ms/10VTZ5c

Se a Europa fizesse o mesmo, podíamos evitar os custos sociais que temos e estaremos a pagar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Da retórica como refúgio


É verdade que das palavras aos actos sempre se perde eficácia. E que podemos ou não concordar com o que se propõe.

Mas ler o discurso de Barack Obama sobre o rumo do país e depois reparar que, em Portugal, estamos a assistir pela segunda vez em dois anos, a um líder da oposição a ser confrontado com a tese do "ou há eleições no país ou há eleições no partido" dá bem noção do porquê de a política, por estes lados, inspirar cada vez menos pessoas e ser cada vez mais ocupada por desinspirados.